segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quero-te, minha metade*

Quem és tu e o que me fazes?
Nunca te senti desta maneira
Agitação do eu interno
Sentimento em cativeiro

Apreciação do ar,
Tudo se tornou mais belo
Virei o mundo ao contrário
Pintei-te de amarelo

E nem assim desapareceu
Aquilo que eu não conheço
E perguntei agora a Deus
Qual seria disto o preço

Porque nunca tive sorte
Sorte é número ímpar
Sufoco angustioso
Não consigo pensar

Pensando bem, até que penso
Porque penso em não pensar
E se penso nisto tudo
Porquê que estou a duvidar?

É o mundo contra mim,
Ou serei eu contra o mundo?
Perdi sanidade mental
Sinto-me louco e imundo

Tinha tudo para perder
Tinha tudo para ganhar
Perdi coragem, ganhei mistério
Sem saber em qual me identificar

E tu...que apareceste
No meio de tanto problema,
E tu... que apareceste
No meio de tanto dilema

Foste resposta, foste dúvida
Foste solução e desespero
És tudo e não és nada
És a noticia, és o segredo

Mas se és, é porque existes
Duvido da tua existência
Viciante como droga
Causaste-me dependência

E mesmo sem te tocar
Piquei-me nos teus espinhos
Olhei-te nos olhos e vi
Poemas escritos em pergaminhos

Vi em ti tanta coisa
E tanta coisa não me disse nada
As minhas respostas estão em branco
Nesta folha amarrotada

E é então que te toco
Que te ultrapasso como visão
És o sonho, o pesadelo
A minha única questão

Porque... foste tu...
Foste tu a ignorar e a tomar a iniciativa
Foste tu que regaste
Esta flor que se encontra viva

Deste esperança, deste motivo
Com tamanha subtileza
És o fogo, és a água
És a minha maior proeza

E no dia em que encontrar
Aquelas palavras corretas
Será eterno ou será passado?
Serão inicios ou serão metas?

Tenho perguntas que nem tu sabes
Algumas nem eu próprio
Mas sei respostas do que não sei
Sobre um tema aleatório

Quero tanto mas com receio
Tenho medo da novidade
Estou inteiro mas estou partido
Quero-te, minha metade*

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